terça-feira, 30 de setembro de 2014

Reescrevendo nossa história - Página dois

{PhotoAlt}

Inverno, interminável domingo.
Som do vento... e o frio me atinge com a rapidez da saudade, de um amor aflito.
Sol de inverno refletindo em minha janela. Vontade de sair vagando pelas ruas, com ou sem rumo para suprir o vazio... Alguns encontrando seu lugar ao sol, a única folha do ramo lutando contra o vento.
Carregando um zilhão de pensamentos, o silêncio me incomoda... o seu silêncio me incomoda. A saudade me dopa.
Apenas círculos, com as mesmas interrogações. Às vezes me encorajo, às vezes tenho medo, medo do que venha a ser.
Será ilusão acreditar que podemos encontrar n’outro lugar o que ele não pôde nos dar?
É tudo tão complexo... tem dias que não sei o que sinto, não sei o que devo sentir, não sei o que ainda faço aqui. E a única certeza que tenho disso tudo, é que as lembranças sempre irão pisotear os motivos do porque eu tive que partir.


Eu decidi acabar com qualquer meio amor que sentia por ele. Nos tornamos meros desconhecidos.
E confesso que ainda é um tanto quando estranho pra mim ter que atravessar a rua ao invés de abrir aquele sorriso ao ver aqueles olhos.


Olhando aquela estação de metrô, na 909 Central Street, começo a lembrar quase que imediatamente de como nos conhecemos... Eu o odiei desde o primeiro até o último minuto da nossa história.
Eu o odiei porque lembrava dele por cada movimento do meu corpo. O odiei porque comecei a precisar dele até pra respirar, como se alguém tivesse injetado alguma droga dentro de mim e não existisse algo que extraísse...


(...) Eu juro, juro mesmo, que tento não pensar nessas coisas... mas é quase que automático eu falar de algo e lembrar de você. Como aquele dia que você me viu na rua e veio correndo me abraçar, eu sinto meu coração disparando até hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

NO INSTAGRAM: @RUNFFE


Layout e design: Céu em Versos
CÉU EM VERSOS 2013 - 2017 @ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS