quinta-feira, 14 de abril de 2016

As 3 formas de verificação de verdade, de acordo com Michel Foucault

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O post tem a intenção de evidenciar a relação que existe no pensamento de Michel Foucault, entre verdade, saber e poder. Distinguindo as 3 formas de verificação, segundo o filósofo.

A primeira forma aparece em Ilíada, na parte da disputa de uma corrida de carruagens entre Menelau e Antíloco. A corrida possuí um “juiz” para regularizar a corrida e depois dar seu veredito. Na competição, Menelau acusa Antíloco de ter trapaceado, sendo assim Menelau põe seu adversário à prova: Pede para que Antíloco, caso não tenha trapaceado, jure diante de Zeus, e que seria castigado, caso fizesse um falso juramento. Diante disso, Antíloco admite que trapaceou. Menelau então, consegue sua prova. A verdade pelo olhar divino.

A segunda se passa em Édipo Rei. Foucault vê Édipo como homem do poder. Édipo tem poder e não se espanta com a ideia de que matou o pai ou o rei, o que realmente o assusta é perder o próprio poder.
São reconhecidas nele várias características de um tirano. Mas não só isso. Foucault observa que o tirano grego não era apenas aquele que apreendia o poder, mas detinha também certo tipo de saber. Também caracteriza Édipo como o homem que tem tudo em exagero, seu poder, seu saber.

Na terceira, Foucault comenta sobre uma relação que ocasionou na idade média, da oposição entre o regime de prova e o sistema de inquérito. Uma das conquistas da democracia de Atenas, foi a história do processo, do qual o povo conquistou o direito de julgar, o direito de dizer a verdade, de julgar aqueles que governam. realizando uma reconstituição de como o direito foi passando da ideia de justiça privada para a de justiça pública.

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