quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Walden, de H. D. Thoreau

SINOPSE: Em julho de 1845, desgostoso com o crescente comercialismo e industrialismo da sociedade americana, Henry David Thoreau (1817 - 1862) deixou Concord, Massachusetts, sua cidade natal, para instalar-se à beira do Lago Walden. Publicado primeiramente em 1854 com o título Walden ou A vida nos bosques, este é o relato de dois anos, dois meses e dois dias em que o autor viveu apartado da sociedade dos homens, suprindo as próprias necessidades, estudando, contemplando a natureza e conhecendo-se a si mesmo. A maneira do Homo americanus de ver o mundo à sua volta e a si próprio nunca mais seria a mesma. No testamento ético-espiritual que é Walden ("O universo é maior do que as visões que temos dele.") beberiam todos os grandes nomes das letras e da cultura norte-americana, desde o transcendentalista Ralph Waldo Emerson aos autores beat e da contracultura do século XX, além de figuras revolucionárias como Gandhi e Martin Luther King.

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Em 1845, Thoreau largou o cotidiano urbano movido pelo intenso industrialismo e foi viver sozinho na floresta. O lugar escolhido foi o lago Walden, localizado em Concord, Massachusetts.
Ali, Thoreau construiu sua cabana, plantou sua horta e viveu por dois anos. Com uma vida simples, sem exageros e sem desperdícios, ele se dedicou profundamente ao estudo, contemplação e autoconhecimento. Teve a oportunidade de ter contato direto com a natureza, teve uma visão ampla de tudo e de todos que por ali passaram.
O autor aborda temas como economia, literatura, poesia, natureza, fauna e flora.

"Acho saudável ficar sozinho a maior parte do tempo. Ter companhia, mesmo a melhor delas, logo cansa e desgasta. Gosto de ficar só. Nunca encontrei melhor companhia do que a que a solidão me proporciona. Em geral estamos mais solitários quando saímos e convivemos com os homens do que quando ficamos em nossos aposentos."

Esse livro me foi indicado por anonimato. Há muito tempo havia comprado, mas só agora tive tempo de ler.
Ao pesquisar sobre o livro, vi que ele é objeto de estudos para planejamentos ambientais, não é a toa que é um clássico americano.
O livro é extenso e muitas vezes cansativo, levando em conta a data de escrita. Mas a impressão que se tem quando o lê, é de estar em uma conversa com o próprio autor onde ele narra sua experiência, propondo uma visão crítica do mundo.
Como disse Robert Louis Stevenson: “Thoreau se apresentava tão distante da humanidade que é difícil saber se devemos chama-lo de semideus ou de semi-homem”.
É um livro que tem uma experiência única de leitura.

Um comentário:

  1. Eu curto umas leituras assim e acabo lendo para a faculdade, mas confesso que nunca nem ouvi falar nesse autor/livro. Parece ser bom :) Os Delírios Literários de Lex

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